sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Apenas Viva

Tenho observado ao longo de minha vida, as muitas pessoas que vão em busca de Deus, de uma benção divina para suas vidas, algo que possa ser uma manifestação do transcendente em sua vida. Algumas outras, vejo-as correndo de Deus, achando que Ele poda, nega a alegria da vida, simplesmente impede-os de viver.

Com isso, vejo muitas pessoas sem saber onde encontrá-Lo, vivem perdidos, como se fossem cegos em meio a uma sala vazia, procurando a porta da saída, tateando a vida como se quisessem agarrar a única coisa que pode dar sentido a sua existência.

Gente que não conhece o mais libertador de todos os ensinos de Jesus: "Eu vim para que tenham vida e vida em abundância".

São pessoas que procuram viver, mas não sabem como. Complicam quando deviam simplificá-la. Morrem a cada dia porque não aprenderam a viver de verdade. Algumas destas pessoas nunca aprenderam a viver, mesmo conhecendo o autor da vida. Gente que todos os dias busca ser feliz, mas que nunca consegue, porque esperam mais da vida do que ela pode lhes dar.

Jesus nos ensinou que Ele veio para que tenhamos vida abundante. Porém esta abundância de vida requer de nós viver como Ele viveu. Não é complicado, é muito simples, basta prestar um pouco de atenção em suas ações, se não vejamos:

Mesmo sendo Deus, não confiava na sua própria capacidade e, todos os dias, passava um tempo na presença do Pai em oração. Nesta primeira lição Ele nos ensina a compartilhar nossa vida com Ele.

Ele amava as pessoas de verdade. Tinha compaixão por elas e tudo que estivesse ao seu alcance, Ele fazia para ajudá-las. Não era algo fingido, ou para mostrar, era paixão pelo próximo, a ponto de tocar aqueles considerados impuros e os mais rejeitados pela sociedade. Nesta lição, Ele nos ensina a compartilhar nossa vida de verdade.

Gostava da companhia das pessoas, geralmente se via cercado por muitos e sempre tinha uma palavra de ânimo, de estímulo, uma palavra de cura, de libertação, sempre os abençoou e nunca os rejeitou.

Não foi conivente com os hipócritas, foi duro, mas nunca os tratou mal. Mesmo com os mais ferrenhos adversários, sua palavra sempre revelava amor, pois os ensinava a verdade de Deus para eles. A ternura de sua vida nunca o abandonou. No final sofreu e morreu por amor. Sua vida foi dada para que nós tivéssemos abundância dela. E Nós o que temos feito deste presente que não merecíamos?

Ele nos chama a uma vida em abundância. Então, ame, toque, comungue, abençoe, chore, alegre-se, divida sua vida, foi assim que Jesus viveu e é esta vida que Ele nos ensina a viver. Faça isso, por mais difícil que possa parecer.

Seu marido, sua esposa, seus filhos e seus pais; seus amigos e toda humanidade está esperando para que esta vida seja manifesta através de nós. Nós que cremos em Jesus como Senhor de nossas vidas, fomos escolhidos para viver abundantemente. Então, Apenas Viva!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Nos Alimentando do Silêncio

Descobri que escrever num blog é uma tarefa difícil, principalmente para quem escreve todos os dias como eu. Diante de tantos escritos diários, fiquei muito tempo sem atualizá-lo.
Colocar aqui o que escrevo diariamente, ficaria sem sentido, porque não cumpriria o objetivo pelo qual este blog foi criado.
Pergunto ao Senhor: o que escrever? Talvez sobre o silêncio? Pois foi o único som que escutei.
Porém, ouvi outro dia um pregador dizer que o que nos move é a palavra. Mas será verdade isso?
Apesar de termos dois ouvidos e uma boca, não entendemos bem o sinal de Deus que devemos ouvir mais do que falar.
Precisamos falar, de preferência tendo muita gente para ouvir. Ninguém vai nos identificar como aquele que ouve bem, mas aquele que fala bem, que prega bem, que discursa bem.
Outro dia, escrevi um artigo e nele falava sobre um Curso de Escutatória, que o escritor Rubem Ales sugeriu, algo completamente inédito neste mundo.
Nossa espiritualidade foi completamente inspirada pelo mundo oriental, onde estar em silêncio é algo muito mais importante do que para nós ocidentais. Nós precisamos falar, nos expressar, comunicar o que pensamos. Mas parece que esta particularidade não foi bem aceita por nós.
Parece que o não falar demonstra uma incapacidade nossa de não ter idéias, de não compreensão da situação.
Até os nossos cultos perderam a capacidade de ser reflexivos, precisam ter barulho. Silêncio na igreja é algo do passado, precisamos de música, orações em voz alta e, se possível gritando, porque Deus parece estar surdo. Diante de tanto barulho, não me admiraria se estivesse.
Não existe um curso escutatória, mas seria muito bom que existisse. Quem sabe existiriam menos problemas de relacionais, em todos os níveis, porque teríamos a capacidade ímpar de compreender o que o outro pensa, como ele entende a situação e como ele nos vê.
Experimente ouvir mais; compreender mais; entender mais, quem sabe esta “escutatória” trará grandes transformações a sua comunicação e os outros poderão ouvir muito mais do que você tem a dizer.
Torne-se àquela pessoa que escuta bonito, não a que fala bonito. Que tenhamos um bom colo, onde o outro possa deitar cabeça e ser ouvido.

Fred Souto



“É do silêncio que nasce o ouvir. Só posso ouvir a palavra se meus ruídos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar. Quem fala muito não ouve” Rubem Alves

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A Aventura de Ser Pai

Só vim a entender meu pai completamente, quando tive nos braços meu filho. É algo simplesmente indescritível a sensação, quase divina, de ter nas mãos um ser humano fruto de sua vida.
Compreendi que, a partir daquele instante, a vida daquele criança tão linda (modéstia à parte meus filhos são lindos), era de inteira responsabilidade minha.
Toda a educação, a formação de seu caráter, o amor que precisaria e a fé que ele um dia poderia ter, tudo isso, seria minha responsabilidade ensinar e prover. Se ele um dia não tivesse nada disso, eu me culparia por não ter suprido.
Entendi naquele momento que as tantas vezes que apanhei, fiquei de castigo, as coisas que não tive, foram fruto da educação que meus pais planejaram para mim. Hoje, completamente sadio, algumas psicólogas não aprovariam a minha educação, me lembro com saudade e compreensão daqueles dias.
Eduquei meus filhos para que eles fossem justos, respeitosos, disciplinados e prontos para o mundo que iriam ter pela frente. Se muitas vezes precisei ser mais duro, discipliná-los de uma maneira mais firme, sempre foi para o seu bem e hoje vejo a correção disto em suas vidas.
Também fui um pai que, na medida do possível, dei o que eles precisavam. Pode até ser que tenha dado mais que devia, mas sempre fiz com todo amor no coração e faria tudo de novo se precisasse.
Hoje eles estão crescidos, cada um tem, de uma maneira ou de outra, sua vida, seus sonhos e seus desejos. Oro a Deus para que um dia eles possam ter a alegria de terem filhos, para que possam provar de tudo que vivi e, neste dia, ganharei netos para me tornar pai duas vezes.
Meu maior presente dos dias dos pais é ver meus filhos crescidos, sadios, vivendo com honestidade e adorando a Jesus como Senhor de suas vidas.
Para este pai, que segundo minha filha, que escrevendo no seu blog disse: "que pai tem um amor igual ao de mãe", posso dizer que vivi a maior das aventuras de amor: Fui Pai!
beijos
Mas só consegui ser, porque atrás de um grande pai, tem sempre uma esposa e mãe sábia e amorosa!

Livros que fazem diiferença

  • As Trevas e o Amanhecer - Charles Swindoll
  • Atravessando Problemas e Encontrando a Deus - Larry Crabb
  • Maravilhosa Graça - Philip Yancey
  • O Caminho do Coração - Ricardo Barbosa
  • O Jesus que Nunca Conheci - Philip Yancey
  • O Maior Privilégio da Vida - DeVerne Fromke
  • Ouça o Espírito, Ouça o Mundo - John Stott
  • Uma Benção Chamada Sexo - Robinson Cavalcanti