sábado, 22 de novembro de 2008

Um Amor Radical

Não sei se você já fez o exercício de ficar em silêncio observando a cena do calvário? Talvez se um dia tiver a oportunidade de ver aquela cena de uma forma mais cuidadosa, poderá observar o tamanho do amor de Deus por seus filhos. No dia que pudermos nos defrontar com a mais pura essência do amor, possamos perceber o tamanho do perdão que recebemos e experimentar o poder curador do Senhor.

Neste dia, teremos a oportunidade de nos libertar instantaneamente da amargura de nossa alma, da raiva, do ressentimento e do ódio que algumas cenas da nossa vida nos chegam à mente. Deus nos chama a viver uma liberdade de vida nunca antes alcançada por nós.

Esta liberdade vai na contramão do mundo em que vivemos, nos livrando de uma idéia de amor que precisa de retribuição, de um perdão que nos liberta a nossa alma e a nossa mente da idéia de vingança e retribuição, do olho por olho que o mundo exige.

A construção desta vida passa, necessariamente, pelo reconhecimento deste amor de Deus por nós, que nos faz experimentar o amor na sua forma mais pura e fazendo-nos amá-lo da mesma forma. Neste momento, cheios do amor do Pai, somos transformados em veículos deste mesmo amor e o levaremos ele até o nosso próximo, inclusive aqueles que nos fizeram mal.

Nossa vida como ministros da reconciliação do Senhor neste mundo, revelando o caráter do Senhor Jesus, ou seja, seu amor, bondade, compaixão, misericórdia e paz, serão nossas companheiras de ministério reconciliador.

O Senhor espera de nós que enxerguemos o valor singular de cada pessoa e que a nossa missão seja um exercício incondicional de amor, pois quem limita ação do amor, não entendeu nada sobre como o Senhor nos amou e nos entregando de coração aberto a obra que o Senhor Jesus nos chamou a viver.

Portanto, precisamos nos portar diante de todas a pessoas, independente de sua posição ou condição, como homens e mulheres libertos pelo amor, alcançados pela graça, pois é esta é a maior prova de amor e fé que podemos revelar ao mundo, pois externaremos a face do Senhor neste mundo.

sábado, 8 de novembro de 2008

O Relógio e a Bússola

Vivemos num mundo de escolhas e, por isso, temos que, a cada dia, decidir por qual caminho andar. Ao lado destas decisões, temos que administrar o nosso tempo. Ou seja, temos que administrar o tempo, enquanto tomamos decisões. Muitas vezes, a maneira como administramos o nosso tempo é equivocada, porque vão de encontro com aquilo que acreditamos e onde queremos chegar, ou seja, a nossa missão.

A nossa dificuldade de colocar as prioridades em primeiro lugar, são caracterizadas pelo contraste entre os dois instrumentos: o Relógio e a Bússola. O Relógio representa a urgência, os compromissos, reuniões, horários, ou seja, como gerenciamos o nosso tempo. A Bússola representa a direção, visão, valores, princípios, missão, ou seja, a forma como conduzimos nossas vidas.

O mundo tem urgência. Algumas pessoas estão tão acostumadas com adrenalina, que nem sabem mais viver sem a embriagues da urgência. Sem a escravidão do trabalho, não somos nada; chegamos a ficar constrangidos quando estamos ociosos. A síndrome da urgência nos justifica, nos populariza e nos dá prazer. Mas é também uma boa desculpa para não lidarmos com as Verdadeiras Prioridades de nossas vidas.

Entre o Relógio e a Bússola, ficamos com o primeiro. Quando lidamos como nossos cônjuges, pensamos muito mais no tempo, do que na nossa missão. Quando nos relacionamos com nossos pais, filhos e amigos, nossa prioridade está muito mais no compromisso e no tempo gasto, do que em direção e nos princípios.

Assim vamos construindo as nossas relações, movidas muito mais pela ditadura do tempo que o Relógio nos aprisiona, do que pela direção, pelo norte que a Bússola nos fornece e que pretendemos dar as nossas vidas. Existe uma lei muito antiga que neste momento é fundamental: "para colher é necessário semear e cultivar". Não existem atalhos. Não poderemos fugir deste principio básico de nossas vidas.

Portanto, de nada adianta estarmos preocupados com o tempo, se não temos direção e nem princípios que nos dêem um norte para onde seguir. Qual instrumento comanda a sua vida? São os compromissos, horários que te dominam, ou a sua missão, valores e princípios, são mais importantes?

Para que a nossa missão de vida seja alcançada, teremos que determinar os caminhos por onde andar. Escolher o nosso norte; determinar nossos objetivos; construir os nossos valores e, principalmente, esperar a hora da colheita. Para colher, não se pode adiantar o relógio. O fruto não amadurece e não conseguiremos alcançar os nossos objetivos. O que dirige a sua vida? O Relógio ou a Bússola?

domingo, 12 de outubro de 2008

Meus Filhos, Meus Discípulos!

Nossa geração vive ocupada com muitas coisas, andando de um lado para o outro para ganhar dinheiro e sustentar-se. Nesta alucinada correria, às vezes, esquecemos o que é mais importante para nossas vidas, ou invertemos estes valores. Existem alguns princípios que acabamos esquecendo, principalmente os da criação de filhos, que os pais não podem esquecer. Existe uma orquestração do inferno tentando destruir a família e nós, pais, temos que saber cuidar de nossas casas em especial, de nossos filhos.

Em primeiro lugar, devemos entender que não existe família perfeita, porque não somos e nem nossos filhos são perfeitos. Por isso, o cuidado que os pais devem ter com formação de sua família é de uma importância fundamental para construção do caráter de seus filhos. Guarde sua casa dos predadores da família: quem são os amigos dos seus filhos? Por onde eles andam? O que estão fazendo? Quem são os conselheiros dos seus filhos?

Em segundo lugar, os pais devem ensinar os seus filhos. Esta missão é deles. Ninguém vai ensinar melhor que eles. Porém, sem superproteção, senão criaremos filhos indefesos, despreparados para vida e imaturos, frutos de um amor possessivo. Devemos ensiná-los a viver a desenvolver hábitos sadios. Quer que seu filho seja honesto? Seja você honesto! Quer que seu filho seja um cristão? Ensine os caminhos de Cristo! Seu exemplo o educará!

Em terceiro lugar, os pais devem entender que este trabalho de educador não acaba. Ensinar é demorado e dá trabalho. Quando pensamos que acabamos, logo vem algo que não ensinamos ainda. Por isso não desista do seu filho. A águia solta seu filhote quantas vezes forem necessárias do lugar mais alto até que ele aprenda a voar. Nunca desista dos seus filhos. Mas faça isso sem amargura, não perca o controle, o amor tudo vence. Perdoe sempre seus filhos. Em nome de Jesus perdoe-os; ouça-os; ame-os; restaure-os.

O texto bíblico nos diz: “ensina a criança no caminho que deve andar e ainda quando for velha jamais se desviará dele” (Pv 22.6). Não devemos ensinar o caminho que ela deve andar, mas no caminho que ele deve andar. Ensinar o caminho é apontar a direção e dizer: vá por ali. Ensinar no caminho é dizer venha comigo – vamos juntos. Seja o discipulador de seus filhos. À medida que caminhamos lado a lado, vou ensiná-lo, com meu exemplo, com minha vida – venha, eu vou torná-lo meu Discípulo!

Livros que fazem diiferença

  • As Trevas e o Amanhecer - Charles Swindoll
  • Atravessando Problemas e Encontrando a Deus - Larry Crabb
  • Maravilhosa Graça - Philip Yancey
  • O Caminho do Coração - Ricardo Barbosa
  • O Jesus que Nunca Conheci - Philip Yancey
  • O Maior Privilégio da Vida - DeVerne Fromke
  • Ouça o Espírito, Ouça o Mundo - John Stott
  • Uma Benção Chamada Sexo - Robinson Cavalcanti